BYO (bring your own) é uma sigla muito comum nos restaurantes da Austrália, e significa que você pode levar sua própria bebida ao estabelecimento.
Eu, que venho de um lugar onde até a água é superfaturada, adorava BYO. Lembrando que a água em restaurantes ou bares da Austrália, assim como na maioria dos países ricos, é de graça.
Com BYO, dá para comer fora e tomar vinho, sem ter que deixar as calças ou lavar pratos. Com BYO, dá para ir em restaurante bom, se entupir de cerveja de $1.50 do supermercado e não se assustar com a conta. Uma maravilha.
Apesar da Austrália não ser um oásis da gastronomia, não posso reclamar da minha dieta lá. Eu comia muitas e muitas iguarias e coisinhas gostosas que não costumo comer no Brasil, seja por causa do preço ou pela falta do produto no mercado.
Mas hoje fiz a desforra. Me deu um arroubo foodie que eu decidi ir no supermercado fazer compras e logo depois, cozinhar o jantar (cozinhar até cozinho, mas fazer compras é algo extremamente raro para mim).
Nossa. E aí foram centenas de reais em queijos (gorgonzola e brie), cogumelos (champignon de Paris, o button mushroom), mostarda em grãos, catchup Heinz, camarão, vinagre balsâmico, azeite extra-virgem.
Uma extravagância, confesso. Mas deu para matar saudade dos “luxos” da culinária australiana. Nham!
Ando me divertindo com os números de stand up comedy do Comedy Central, um canal de humor disponível no Joost. Aliás, acho uma pena não haver esse tipo de show no Brasil (Jô Soares ou contadores de piada não conta).
Joost, para quem não sabe, é um serviço que transmite programas de tv pela internet. É gratuito, rápido e tem boa resolução. E aí tem desde shows de humor e clipes de música, até filmes (uns brasileiros, inclusive). Altamente recomendado!
Sempre reclamei da falta de identidade australiana. Passei seis meses lá e as únicas coisas que pareciam representar o país eram corridas de cavalo, surf e gente bêbada nas ruas.
Até que hoje, seguindo a sugestão do meu chefe americano, assisti a um clipe do Men at Work, a banda australiana mais famosa de todos os tempos no Brasil.
Chama-se Land down under, um hit que marcou época nos idos dos 1980’s. Down under é um apelido para a Austrália, “a terra lá embaixo”. É uma espécie de hino para o povo australiano, mas eu nunca havia prestado atenção na letra, tampouco visto o vídeo.
O que dizer? Mudou totalmente a minha idéia sobre a cultura down under (além de fazer o meu dia). A banda conseguiu captar muito bem o que é a Austrália para os australianos.
A letra fala de um australiano viajando ao redor do mundo e da imagem que os outros povos tem da Austrália. Inclusive tem uma estrofe que se passa na Índia, o que me fez gostar do clipe ainda mais.
Land down under é para os australianos o que Garota de Ipanema é para os brasileiros. Claro que sem a sofisticação da bossa nova – tudo bem toscão e caipira, bem à australiana.
Adorei. Até passei a gostar um pouquinho mais do país.
Divirtam-se:
Land Down Under Lyrics
Men At Work
Traveling in a fried-out kombie
On a hippie trail, head full of zombie
I met a strange lady, she made me nervous
She took me in and gave me breakfast
And she said,
“Do you come from a land down under?
Where women glow and men plunder?
Can’t you hear, can’t you hear the thunder?
You better run, you better take cover.”
Buying bread from a man in Brussels
He was six foot four and full of muscles
I said, “Do you speak-a my language?”
He just smiled and gave me a vegemite sandwich
And he said,
“I come from a land down under
Where beer does flow and men chunder
Can’t you hear, can’t you hear the thunder?
You better run, you better take cover.”
Lying in a den in Bombay
With a slack jaw, and not much to say
I said to the man, “Are you trying to tempt me
Because I come from the land of plenty?”
And he said,
“Oh! Do you come from a land down under? (oh yeah yeah)
Where women glow and men plunder?
Can’t you hear, can’t you hear the thunder?
You better run, you better take cover.”
Uma das coisas americanas de que eu mais sinto falta é o burrito do Chipotle, uma rede de fast-food de comida mexicana, originária da cidade de Denver, mas super popular em NY.
O burrito era feito na hora (esquema Subway) e você podia escolher os ingredientes que queria. Mexicanos nesse esquema são muito populares por lá, mas o Chipotle era o melhor.
O burrito era gigantesco e eu costumava brincar que era um PF. E era mesmo, em tamanho e composição: vinha com arroz, feijão, alface, tomate e carne.
Nunca comi burrito mais gostoso que aquele. Ah, saudade.
Para uma grande viagem, tem coisas chatas e coisas legais que precisam ser feitas.
No extremo super chato, nível zero, está o vôo. No nível 5 está o visto. Nível 7, a mala. E, no extremo super legal, nível 10, está a compra da passagem.