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Taronga Zoo

Wednesday January 30, 2008

Ontem, já de volta à Sydney, fui ao zoológico da cidade, o Taronga Zoo. Ele fica às margens da Sydney Harbour, do outro lado, em relação ao centro da cidade. Fiquei deslumbrada.

Para começar, você pega a barca para chegar lá, cruzando toda a baía e vendo a Opera House, a Sydney Bridge e as lindas margens da cidade. Uma vez do outro lado, você pega um teleférico até o topo, cruzando todo o zoológico por cima.

O parque é muito bem cuidado, com áreas temáticas, apresentações e ótimos locais para observar os animais.

Coloquei as fotos no Flickr: http://www.flickr.com/photos/ericawatanabe

Abaixo, uma das melhores vistas da Sydney Harbour – na área das girafas. Quando vi isso, desisti de contar para o Lucas que a gente também tem zoológico em São Paulo.


Girafinha e a Opera House ao fundo

 

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Temporal

Thursday January 17, 2008

Chuva torrencial nesta tarde em Port Macquarie. Mal conseguia ir ao banheiro, que fica numa casinha a uns 100 metros do meu quarto. Domingo mudo para um albergue de verdade.

 

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Mochilando

Tuesday January 15, 2008

Segunda-feira parti de Sydney para um mini-mochilão pelas praias entre Sydney e Brisbane. Já parei em Wyong e agora estou em Port Macquarie.

Só tem loiros na cidade, é o perfeito estereótipo australiano. As pessoas me olham na rua com aquela cara de curiosidade: “o que será que esta menina está fazendo aqui?”. Não viam um japonês desde a segunda guerra, acho.

Estou alojada num acampamento de caravans. Só dá casal de velhos e famílias com crianças pequenas. É uma gritaria o dia todo – principalmente porque a piscina fica bem em frente ao meu quarto.

Tem feito tempo feio há uns dias, então não tem muito o que fazer. O que salva é que a cidade é relativamente grande, então dá para gastar umas horinhas andando.

Hoje dei uma passada rápida pela praia, parece bonita. Pretendo ficar um tempinho aqui, acho que vou gostar.

 

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2007

Friday January 11, 2008

Isso aí. Achei que não fosse escrever nada a respeito do “ano que passou”, mas talvez valha a pena fazer algumas considerações. Só não esperem as metas para 2008, porque aí já é pedir demais.

2007 foi provavelmente o ano mais curto da minha vida. Com grandes projetos aleatórios e nenhum ordenamento do tempo, o ano que passou só foi notado porque ele se chama 2007, e a partir de agora terei de datar 2008.

No meio do ano, me formei, saí do país e pedi demissão do emprego. Resultado: chegado o fim do ano, eu não tive férias escolares, festas familiares ou recesso na firrrma. Chegado o fim do ano, era como se nada estivesse acontecendo. 2007 acabou e, para mim, os fogos eram só uma festa comum.

Logo no início do ano, tive duas despedidas de peso: dois dos meus melhores amigos deixaram o país. A Dea casou e se mudou para Nova York; o Horta partiu numa epopéia pela rota da seda, do outro lado do mundo, por 10 meses.

Meados de abril, pirei e resolvi ir ao casamento de um dos meus então colegas de firrrma (a empresa era em NY). Na Índia. Foi meio bizarro, confesso, mas o extremo da experiência me abriu os horizontes (por mais clichê que seja essa expressão).

Não fiz nenhum tipo de turismo roots, mas o fato de conhecer uma galera indiana me deu uma perspectiva de viver lado a lado com a cultura local. Dividir a mesa com indianos, orar em templos de entrada restrita, ser vestida num sári em uma cerimônia tradicional, dividir o escritório com trabalhores locais (eu até entrevistei um dos caras que viria a ser contratado pela empresa).

Tinha de fazer o meu trabalho de conclusão de curso da faculdade enquanto estava lá, além de ter de lutar pela preservação da saúde (tive várias crises de desidratação, infecções e desnutrição).

Quando voltei ao Brasil, me formei. Parecia um milagre. Alívio total, mas o fato de estar me formando atrasado tirou qualquer brilho do evento. Era mais como um mal necessário que um motivo de comemoração.

Aí, em julho, em outro arroubo psicótico, resolvi ir down under: Austrália. E é onde estou agora, tentando resolver algumas questão da vida.

Vale lembrar que, logo no início de 2007, eu havia acabado de voltar de Nova York. Nova York foi a minha menina dos olhos, a grande experiência da minha vida, a minha melhor viagem, onde tive as aventuras de que mais gostei. Iniciei 2007 num frenesi apaixonado por viagens.

Agora tenho estado numa montanha-russa em relação a essa paixão. Ora me vejo cansada de estar sempre viajando, ora anseio por mais.

Dia desses, relembrei da Argentina. Como foi bom. Aquela vidinha nômade: ônibus, albergue, novos amigos. Sei que foi a viagem mais importante até hoje – sem ela, nenhuma viagem posterior existiria. Argentina me ensinou que o mundo realmente não tem fronteiras.

Austrália me tomou quase metade de 2007. Confesso que não tem sido somente flores, mas diz a sabedoria popular que quem não chora não mama. Tenho crescido emocionalmente e espero voltar ao Brasil com novas perspectivas nesse campo.

2008 é uma grande incógnita.

 

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Vegemite e o quinto sabor

Thursday January 10, 2008

Ajinomoto e VegemiteOutro dia folheava uma revista, quando li um artigo que falava sobre o Vegemite e seu alto teor de umami.

Vegemite é uma pasta escura feita com extrato de levedura. É um “alimento nacional” aqui na Austrália e é consumido geralmente no pão de forma, acompanhado de manteiga.

Umami é um dos sabores que o corpo humano identifica, ao lado de doce, salgado, azedo e amargo. É conhecido desde o começo do século passado pelos japoneses, mas foi reconhecido no ocidente apenas recentemente.

O quinto sabor é comparado ao sabor da carne, e é encontrado naturalmente em alimentos ricos em proteína (como carnes e queijos).

O sabor do umami é causado pela presença de glutamato monossódico, que é também comercializado na sua forma artificial. A marca que domina o mercado é o Ajinomoto.

Sempre adorei Ajinomoto. Nos pratos quentes, na salada, na pipoca. Não tenho usado para cozinhar aqui na Austrália e confesso que tenho sentido falta.

Nunca soube explicar direito qual a diferença no sabor que o Ajinomoto causa, mas agora sei que é o umami. E qual a minha surpresa ao ler no artigo que o Vegemite é um dos alimentos mais ricos em umami. Ele é, inclusive, uma das maiores fontes de produção do glutamato monossódico.

Tem um balde (sim, um balde) de Vegemite no armário da cozinha (não me perguntem porque) e eu sinto ânsia só de olhar para aquilo. Mas depois dessa descoberta, confesso que terei de tentar apreciar a iguaria.

Um chef de NY disse que fica bom com cream chesse. Vou provar e depois conto se mudei de idéia.

 

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À brasileira

Thursday January 10, 2008

Um dos drinks mais populares na Austrália é um negócio chamado caprioska. Isso mesmo, CAPRIOSKA.

Não sei se caprioska é uma adaptação da nossa caipiroska (sabe como gringo é), ou se a nossa caipiroska é que é um abrasileiramento da caprioska.

Enfim, não importa, a receita é a mesma.

 

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Júlia Dallora

Thursday January 10, 2008

Júlia. Foto de Maurício HortaÚltimo dia 2, completaram-se 5 anos da morte da Julia, uma das colegas da turma de jornalismo de 2002 da USP. As lembranças boas da Júlia se misturam com lembranças ruins dos dias que se passaram após sua morte.

Recebi a notícia pela Natália, que me ligou no celular quando eu tinha acabado de chegar na casa da minha avó na Praia Grande. Automaticamente, aquela casa toda parecia mal-assombrada, o ar pesava e logo veio a noite – escurecendo mais e mais cada telefonema que eu fazia aos outros colegas. Avisar da morte de uma pessoa querida é um dos trabalhos mais difíceis que já fiz.

Depois veio o desespero de tentar voltar para São Paulo para ir ao enterro em Guaxupé (MG). Não havia mais ônibus saindo da Praia Grande, então minha irmã, meu cunhado e minha mãe me levaram de carro até Santos, onde embarquei naquela noite de volta a São Paulo. Meu pai foi me buscar na rodoviária.

Na manhã seguinte, ele me levou até o Tietê, onde me encontrei com outros amigos. Partimos naquela viagem meio amarga. Não chegamos a tempo para o enterro, mas visitamos o túmulo. Lembro de todos nós no cemitério, em lágrimas.

A Júlia morreu num acidente de carro, num dia chuvoso, quando viajava com seus tios e sua irmã a Guaxupé. Nunca soube direito como foi o acidente. Sei que ninguém naquele carro escapou.

O mundo é injusto mesmo. O acaso não obedece valores morais. A Júlia era uma daquelas pessoas divertidas, que conseguiam te fazer sorrir num dia de mau-humor. O Horta dizia que, se fosse uma fruta, ela seria uma melancia – suculenta, refrescante, tão leve que nunca é demais.

Muita saudade.

 

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Montanhas

Saturday January 5, 2008

Amanhã viajo para Blue Mountains, uma área perto de Sydney (2 horas) com muito mato. Pelas fotos que vi, o lugar é lindo.

jennifrog/Flickr

Eu e o Lucas vamos passar três dias lá. A idéia inicial era acampar no meio da selva, algo bem roots, mas acabou não dando tempo para planejar a aventura. Vamos ficar em hotel mesmo.

Vai ser bom para dar uma espairecida e fugir da mesmice de Sydney.

Depois, relatos e fotinhos.

 

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