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Evento Web

Tuesday September 25, 2007

Hoje teve workshop com Andy Clarke, um guru do CSS. Para mais detalhes geek, veja: Web Directions South.

 

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Mar Adentro

Friday September 21, 2007

Outro dia estava assistindo novamente a Mar adentro, o filme sobre Ramón Sampedro, e aumentei suspeitas sobre uma coisa: o irmão do Ramón fala português no filme?

Nossa, super relevante a minha dúvida, eu sei. Mas é que fiquei curiosa. Alguém sabe?

Aliás, esse filme é um dos meus preferidos. Ele trata a eutanásia de uma forma muito justa. Apesar dele torcer mais para o lado do sim (a favor), também mostra os perrengues da decisão.

 

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Desocupada

Thursday September 20, 2007

Segunda passada pedi as contas no trabalho. Nada melhor que pedir demissão. Vivo em ciclos curtos de no máximo um ano, e eu acho insuportável não inventar alguma coisa nova passado esse prazo.

Eu tinha um dos melhores empregos do mundo – trabalhava em casa e ganhava em dólar. Isso significava que eu podia viajar quando quisesse, bastando que tivesse internet no lugar para o qual fosse. Meu chefe era super tranquilo e eu podia tirar folga quando quisesse.

Bem, cansei. Não sei se cansei de lá ou do tipo de trabalho. Fato é que preciso de um tempo para sacar o que é que vem depois.

Enquanto isso, vou frilando.

 

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Coisas que não tem no Brasil

Tuesday September 18, 2007

(mais um post sobre comida. Desculpe a limitação de assuntos, mas enfim)

Tem algumas comidas que eu adoro mas que não existem no Brasil. Tipo:

1) Broto de alfalfa (alfalfa sprout)

Parece broto de bambu, muito comum no Brasil, conhecido também como moyashi. Mas é mais fininho, parece um matinho. É consumido em lanches geralmente, mas eu adoro comer como salada, com tomate cereja e vinagre balsâmico.

2) Cogumelo

Ok, existe cogumelo no Brasil, mas quem gosta sabe como é difícil achar cogumelos frescos – e geralmente são caros. Aqui em Sydney, existe uma seção no supermercado só para a iguaria, de todas as cores e tamanhos, incluindo os orientais, e tudo muito baratinho. Você leva um saco gigante de cogumelos por menos de 2 dólares. É cogumelo na salada, nos refogados, carne, omelete, macarronada, ou mesmo puro, in natura. Tenho feito a festa.

 

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Merenda

Tuesday September 11, 2007

Ai, que saudades da merenda da escola. Sopa, macarrão com frango, arroz com salsicha, ovo cozido, cachorro-quente, arroz doce, pão-de-mel. Sempre me senti muito afortunada por estudar numa escola pública com uma comida gostosa (claro que eu era a única pessoa de toda a instituição que achava isso, mas tudo bem).

Estudei na escola municipal Othelo Franco, no Tatuapé, por cinco anos, da 1a a 5a série do primário. Eu, que sou baixinha hoje, era um toco naquela época. Ir no passeio ao Playcenter era frustrante, pois não podia entrar em nenhum brinquedo. Mas já tinha o gene da gula (apesar de vir a me tornar uma glutona apenas recentemente).

Era engraçado, pois comíamos a refeição na hora do recreio, lá pelas 9h da manhã. Era aquele prato fundo azul de plástico, com as inicias P.M.E.S.P. em branco pintados na lateral. Sempre comia enquanto murmurava em pensamento: “Polícia Militar do Estado de São Paulo, Polícia Militar do Estado de São Paulo, Polícia…” (PMESP é a sigla da Prefeitura).

Mas, como falei, a comida era sempre alvo de críticas. Existia esse senso comum de que a comida era muito ruim, o arroz tinha gosto de sabão, a sopa era nojenta, blá blá blá. Às vezes eu ia na onda, e sequer defendia as merendeiras. Mas a verdade é que eu gostava muito da comida e nunca concordei com as críticas.

Meu prato preferido era a sopa. Era tipo aquelas de pacote, com legumes, um pedacinho ou outro de carne moída perdido no caldo e macarrãozinho. Enquanto todas as crianças faziam fita para comer, ao versarem sobre os horrores da sopa, eu ficava no meu canto, sentadinha na mesa do refeitório, pensando em como aquilo era bom. Não era raro encontrar placas enormes de macarrão grudado (sabe quando cozinha sem misturar?), mas eu nem ligava.

Adorava ovo. De vez em quando, eles serviam ovo cozido, com casca. Aí, nos púnhamos todos felizes ao redor de uma lata de lixo, a descascar e comer o ovo. Bem, falando assim parece meio decadente, mas asseguro que tive ótimas conversas com meus amigos nesses momentos.

Penso nessas coisas e acho uma pena que as pessoas não sintam essa satisfação por comidas simples. Também acho uma pena que muitas daquelas crianças não tenham percebido o valor da merenda.

Depois desse tempo na Othelo Franco, mudei para uma escola particular, o Agostiniano Mendel, e passei a comer coxinha, pastel e pizza de merenda, após passar horas me degladiando no balcão da lanchonete com pimpolhos endinheirados.

 

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Carne de canguru

Tuesday September 11, 2007

Canguru bonitinho: YAM!

Outro dia, como podem ver pelas fotos abaixo, tivemos churrasco de canguru. É um dos pratos que eu queria muito experimentar, ao lado da carne de tubarão (mas essa eu já fico com a consciência ecológica mais pesada, já que os tubarões são mais raros na natureza).

A carne de canguru é rica em ferro, o que lhe confere um vermelho mais escuro. Também é considerada bastante saudável, já que contém um teor muito reduzido de gordura e boa parte dela é de poliinsaturados.

A carne deve ser preparada mal passada, pois, devido à baixa quantidade de gordura, fica seca muito fácil. Ela é extremamente macia, suculenta e saborosa. Me dá arrepios de pensar em churras de canguru preparado à moda brasileira – sal grosso, tostadinho por fora e sangrando dentro. Hummmmm. É verdade que não tem a capa de gordura, mas é bom mesmo assim.

Mas nem me venham com essa cara de nojo. Parece carne de vaca. A maioria das pessoas, se provasse sem saber, nem desconfiaria.

 

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Churras e rugby

Monday September 10, 2007


Cogumelos e alho picado


Vaca e canguru (à direita)


Frutos do mar

 

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Esporte nacional

Monday September 10, 2007

Já falei mal do críquete aqui. Agora é hora do rugby – provavelmente o que exige o figurino mais pornográfico dentre todos os esportes. Nessa modalidade, até o bandeirinha usa micro-short. Ok, o jogo não é tão entediante quanto o críquete, mas ainda não consegui me acostumar.

Simplificando, o rugby é parecido com o futebol, só que você tem que carregar a bola com a mão (ao invés de chutar) e acertar o jogador (e não a bola).

Mesmo acostumada com o calor brasileiro do contato físico, acho meio estranha a performance desse esporte. Os jogadores se agarram de jeitos bastante constrangedores. Mas beleza, tenho certeza de que é questão de costume.

 

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Silverchair

Monday September 10, 2007

Me senti muito local. Ontem fui a um show do Silverchair, aqui em Sydney. É uma turnê conjunta, The Great Divide, com o Powderfinger. Claro que me senti um ET, pois o Powderfinger é aparentemente o maior sucesso nacional – o Silverchair abriu para eles – e eu nunca sequer tinha ouvido falar no nome da banda. Fui de cadeira numerada (era uma casa de shows fechada).

Acostumada com a selva que são os shows de rock no Brasil, me senti muito acuada. Na saidera, enquanto tocavam Freak, eu queria me esgoelar, pular, fazer aquela coisa toda que se faz em show – mas a platéia toda permaneceu inerte, sentada nas cadeiras. Meia dúzia de gatos pingados mexia os braços na pista.

Depois veio o Powderfinger. Nossa, a empolgação do pública dava a impressão de que era o U2 no palco. E eu, que nunca tinha visto banda mais gorda, tentava mexer a cabeça, como se conhecesse aquele hit que a arena inteira entoava.

Bem, o show foi legal, a banda é boa, não me levem a mal. Mas fiquei tão frustrada com o show do Silverchair que não pude conter um certo mau-humor. Sério, achei que assistir um show do Silverchair em Sydney seria uma experiência surreal, mas o muxoxo do público mais fez parecer que o Silverchair era uma bandinha desimportante antes do show principal.

Na hora, me vieram toda sorte de considerações a respeito da suposta globalização e coisas afins. Uma banda de tanta projeção no mundo e no Brasil (Silverchair sempre teve seus clipes do Top10 da MTV brasileira) é quase que negligenciada na sua própria casa (tudo bem, eles são de Newcastle, não de Sydney).

Comentário fútil, claro: Daniel Johns gatinho de bigode retrô, cabelo curto, músculos e couro – e um vozeirão. Uma graça.

 

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Culinárias

Friday September 7, 2007

Sydney é muito internacional, o que faz com que haja comida boa por todos os cantos. Árabe, tailandês, japonês, italiano. Mas, após uma semana aqui, já tive a oportunidade de conhecer alguns pratos da verdadeira culinária local: torta de carne, rolinho de salsicha e vegemite.

Torta de carne (meat pie): uma torta com recheio cremoso de carne. Basicamente, um empadão recheado com um creme de carne e caldo knorr.


Rolinho de salsicha (sausage roll): um salgado que, na sua forma, poderia ser encontrado em qualquer padoca brasileira. O recheio, no entanto, é horrendo: uma pasta processada feita com salsicha (pois é, não basta ser processada uma vez só).


Vegemite: um patê feito com levedura. Após ingerir um pão de forma tostado com manteiga e vegemite, pensei, atônita: POR QUÊ, MEU DEUS? Quem foi o bizarro que inventou que isso era para ser comido? O vegemite é uma pasta escura amarga e que fede pra caramba. Se eu visse, incauta, usaria para espantar mosca. Não é saboroso de nenhuma forma e suspeito que haja uma explicação freudiana para que isso seja consumido no café da manhã por tantos australianos.

Tudo bem, essas três coisas não são nada super nojentas, mas não consigo querer comê-las nem mesmo com muita fome (e olha que eu sou uma glutona profissional). Graças a deus tem bastante imigrante aqui.

 

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