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Blue

Wednesday February 28, 2007

I wonder when this is all going to end.

 

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Sol

Tuesday February 27, 2007

Uma das minhas maiores alegrias é o horário de verão. Agora são 19h e já está escuro.

Acabou :(

 

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Especiarias

Tuesday February 27, 2007

Cada vez mais ansiosa para conhecer a Índia. Muitas leituras de internet, pesquisa de livros, conversas com indianos, aulas de tamil, filmes. Meu imaginário de Índia já está todo montado – resta saber se ele vai se manter ou se espatifar quando eu chegar lá.

Ando tão animada que nem no curry eu to economizando.

 

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Rápidas

Thursday February 22, 2007

Hoje comprei minha passagem para Chennai, Índia! E me dei o luxo de planejar uma paradinha de uma semana em Londres no caminho de volta.

Muito feliz!

 

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Que fazer

Monday February 19, 2007

Esse ano promete. Além da minha aguardada formatura (que os seres que controlam o mundo hão de querer), já tenho agendada uma longa viagem à Índia e uma aventura meio estranha em Nevada, EUA. É o ano da virada, quem sabe?

Quando eu era pequena, eu sonhava com o dia em que arranjaria um namorado, casaria e teria minha casa própria, com piscina e o jogo de louças e o sofá que eu mesma escolhi.

Depois, o sonho de consumo passou a ser a faculdade. Era meu sonho entrar na USP e estudar os tantos temas elevados que só a academia lhe proporciona (pfff). Doce ilusão de que aquelas aulas nos tornariam melhores de alguma forma.

Poucos anos depois, passei a almejar o emprego dos sonhos. Tudo era trabalho. Queria trabalhar numa empresa grande, com vale-refeição, espaço para promoções e um salário gordo. Dinheiro na conta, férias, carro, estabilidade, carreira.

Hoje não sei. Não sei com o que sonho. Não sei o que me fará feliz. Só sei que 23 anos serviram para abraçar sonhos e, tempos depois, rejeitá-los vigorosamente. Dou risada quando penso no que eu buscava para a minha vida antes.

Resta saber se daqui uns anos vou rir dos meus atuais anseios. Se vou desdenhar velha da minha libertinagem juvenil de sair viajando por aí. Se, caída em desemprego e desafeto, vou achar que deveria ter procurado um emprego de jornalista assim que tivesse me formado.

Está tudo meio incerto agora. Posso dizer que não tenho objetivos na vida. Me sinto como quem acabou de terminar e superar um relacionamento amoroso: uma excitação por “correr atrás do tempo perdido”, uma vontade entusiasmada de ficar com outras pessoas. Liberdade. Mas no fundo no fundo, tirando a certeza de que não quer se comprometer com nada nem ninguém, não ter a mínima idéia do que realmente quer.

Quem sabe este ano traga respostas? Traga de conversível aquela coisa que me fará atravessar os anos? Aquele trabalho, aquele assunto, aquela filosofia, aquele lugar, aquele qualquer coisa que será a resposta ao “o que serei quando crescer?” (feito usualmente quando você ainda acha que a resposta tem que ser o nome de um ofício).

Às vezes penso que tenho muita sorte por poder, ou achar que posso, escolher.

 

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De língua

Thursday February 15, 2007

Ontem comecei a aprender tamil, uma das línguas oficiais da Índia. Não é louco?

 

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O que é?

Wednesday February 14, 2007

O que é quando ele faz tudo o que você diz que não gosta e, mesmo assim, sorri?

 

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Lá em casa

Monday February 12, 2007

Trabalhar em casa tem suas vantagens. Gasto muito pouco com comida, zero com transporte, trabalho de pijama, posso acordar cinco minutos antes de começar a trabalhar e, se trabalho até tarde, basta cair da cadeira para deitar na cama e dormir. Também não tem gente barulhenta fofocando, chefe chato gritando no meu ombro, e posso dar migué durante o expediente, sem nenhum ônus sobre a minha reputação.

As desvantagens não são muito numerosas. Tirando o descompasso nos briefings que a falta de uma conversa olho no olho causa, o maior problema de se trabalhar em esquema de home office (sendo o escritório central e os clientes de outro país) é o isolamento.

Tenho tentado sair quase todos os dias à noite e, às vezes, até de manhã. Mas o problema é ficar o dia inteiro sem conversar com ninguém. Das 9h às 17h, só ouvindo o farfalhar da persiana e as vozes na minha cabeça.

Ok, eu, reclusa de carteirinha, anti-social profissional, avessa a gente que fala demais, deveria estar adorando. Sim, estou, acho o máximo da tranqüilidade. Mas às vezes fico preocupada quando vejo a minha cachorra e começo a matracar ou quando começo a dialogar com o Tim Maia no meu iTunes.

 

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Demorou

Wednesday February 7, 2007

Adivinha. Minha amidalite voltou!

 

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Rápidas

Saturday February 3, 2007

1. Parece que as coisas aconteciam mais lá. Tenho tantas e tão boas lembranças – e foram só quatro meses! É São Paulo ou sou eu? Penso todos os dias em Nova York. Deve ter sido aquele meu colar preferido de contas coloridas do Pará que eu perdi em algum apartamento railroad style em Williamsburg. * suspiros *

2. Outro dia assisti a Shortbus, de John Cameron Mitchell. O filme conta a história de várias pessoas que moram em Nova York e se encontram num clube chamado Shortbus. A constante é o sexo, mas o tema do filme vai muito além disso. O quanto de responsabilidade você tem sobre a sua própria felicidade dentro de um relacionamento? Como a tristeza se expressa na personalidade das pessoas? Quão válida é a busca pelo perdão e pela compreensão nos outros? Fazia tempo que um filme não mexia tanto comigo (claro que o fato da história se passar em Manhattan conta muito). A melhor frase: “Home can be very unforgiving”. Trilha sonora perfeita. Maravilhoso maravilhoso maravilhoso.

3. Estou lendo Radical Chique, a reportagem de Tom Wolfe sobre o encontro da elite dita progressista de NY com os Panteras Negras, na década de 60. Tom Wolfe gosta de falar, o que pode ser um pouco cansativo vez ou outra. Mas é sensacional, vale a pena. Ele consegue mostrar direitinho a contradição de ser rico e progressista ao mesmo tempo.

4. E Anthony Bourdain no Brasil. Não consegui pedi-lo em casamento, sequer o encontrei. Não entendo muito do mundo gastronômico, mas acho ele foda. Concordo quando ele diz que a comida tem poder. Adoro o Jamie Oliver, mas Bourdain o faz parecer um moleque às vezes. Ok, confesso que a comparação não é muito adequada.

5. Juro que não foi de propósito, mas prometo parar de falar tanto sobre NY. Ou deveria mudar o nome desse blog?

 

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