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Micro

Sunday December 24, 2006

Odeio fazer propaganda, mas já viram o novo iPod Shuffle? Aquele que é um clipezinho. É simplesmente adorável. Dei um de presente para a minha mãe, e agora me arrependo de não ter ficado com ele (brincadeira, mãe). É minúsculo, quase não tem peso, guarda 1 GB de música e a bateria dura até 12 horas. Dá para prender na alça do sutiã de tão pequeno. Custa os olhos da cara aqui no Brasil (a partir de R$ 500), mas lá fora morre US$ 79. Souvenirzinho esperto para quem for viajar.

 

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Web 2.0

Friday December 22, 2006

Outro dia fui procurar um endereço no Apontador.com.br e vi que eles mudaram o site! Está bem bom. Rápido e cheio de funções legais. Assim, muito tesudinho. Recomendo.

 

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Aliás

Friday December 22, 2006

Ano que vem meu blog completa 7 anos de vida (mas não me venham perguntar o dia, que eu não faço a menor idéia).

Ele já esteve hospedado num par de hosts gratuitos, antes de vir para o ericawatanabe.com. Começou com HTML puro, migrou para o Blogger e hoje está no Textpattern.

Pegou minha época de cursinho, de caloura na faculdade, de primeiro emprego, de primeiras viagens sozinhas. E, no aniversário de 7 anos, vai acompanhar a minha formatura (é, demorou, eu sei).

Estimo que tenha escrito mais de 800 textos. Uma pena que eu perdi os posts anteriores a 2002. Devem estar espalhados pela internet, em algum canto por aí.

Em tanto tempo na ativa, meu blog nunca foi popular. Tampouco teve, sequer, um leitor veterano, que o acompanha desde o começo (nem meus amigos lêem). Também nunca esperei que alguém lesse, pois sei que nunca escrevo nada de interessante ou informativo.

Mas, sei lá, eu gosto de escrever aqui. É um exerciciozinho pessoal, um registro biográfico, um passatempo. Quase uma auto-ajuda.

É, este deve ser o único blog fracassado da internet com tantos anos de vida.

 

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Reeditada

Friday December 22, 2006

Reli e achei que se ajusta à minha vida agora. Aviso que é meio brega e cheio de jargões. Um texto de 21 de julho de 2005, publicado num dos meus blogs anteriores:

Ainda que odeie gente, me encanto com as relações humanas. Profundas, verdadeiras e duradouras ou banais, travestidas e impulsivas. Ou um meio-termo misturado entre tudo isso. Que seja, as nuances do conhecer entre duas pessoas é cercada de jogos de respiração lânguida e boas surpresas. Me coloco a relembrar os bons prazeres que tive no convívio com certas pessoas. E não saberia dizer se quero conhecê-las de verdade. Às vezes (muitas vezes), imaginar um toque ou um beijo é melhor que tê-los de fato. Há essas pessoas que passaram na minha vida. Uma única vez, uma única conversa, fora de qualquer contexto habitual. Pessoas que ficarão para sempre no coração, que poderiam me fazer chorar pelo encanto que me despertaram. E que eu sei que nunca vão voltar. Pena? Não, claro que não. O prazer do momento e da lembrança do momento são mais valiosos que qualquer coisa. Trago uma alegria e eu sei pontuá-la no tempo, presa ao passado, restrita e resignada na sua função de me fazer sorrir. Por outro lado, me lembro de conversas reveladoras, de momentos inesquecíveis de conhecer de verdade. Que delícia conhecer alguém de verdade (quando se conhecem qualidades, claro). Longas conversas nas noites de mesas de bar, nas madrugadas despertas sobre camas que não são nossas, nos bancos das praças, nas caminhadas em ruas sujas e estreitas, nas mesas de cozinha depois da refeição, na penumbra de fins de tarde, debaixo de tetos de palha em dias chuvosos, nas esquinas de despedida… que delícia. E, assim, tenho que escolher como vou guardar alguém aqui dentro. Ir até as últimas conseqüências e beber do prazer de se encontrar em alma com alguém? Ou viver a volúpia eterna de encantos de meia-verdade com ilustres desconhecidos? Ninguém há de me dizer o que é a felicidade verdadeira. Independente da forma, quero ter pessoas a me encantarem pelos cantos. Amigos de verdade ou estranhos na rua. Acima de tudo, quero saber que elas existem e que elas estão na minha vida. Tenho paz interior quando vejo que elas estão por aí, só esperando um sorriso franco a se converter em doces delícias de conhecer e desconhecer.

 

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Rápidas

Tuesday December 19, 2006

1. Ontem assisti a Maria cheia de graça. O filme conta a história de uma colombiana que trafica drogas dentro do corpo para Nova York. O filme é uma síntese quase perfeita do que aquela cidade é. Me deu uma saudaaade de lá...

2. E domingo assisti a Boa noite, boa sorte, sobre a peleja entre jornalistas da CBS e o senador Joseph McCarthy. Eu sou um tanto apaixonada pelo jornalismo norte-americano. É, eles também exportam coisas que prestam. Bem legal.

3. E no sábado assisti a Volver, do Almodóvar. Muito bom. Aumentou minha vontade de ir para a Espanha. Vamos ver, acho que estarei lá em breve.

4. Adoro adoro ADORO verão. Suor, mini-saia, cerveja gelada, sorvete, ombro queimado, litros de suco, cadeira na calçada, casa de porta aberta, sol até tarde. E é a única época do ano em que eu realmente gosto de ouvir reggae.

 

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Americanas

Thursday December 14, 2006

Ontem tarde estava assistindo a um dos meus programas de TV preferidos: Tony Bourdain (canal a cabo Discovery Travel and Living). Ele é chef de um restaurante francês de Nova York e viaja o mundo fazendo turismo e comendo a comida local. O programa é sensacional.

O episódio de ontem foi em um par de cidades no México, na fronteira com os EUA. Ele passeou no Rio Grande, que separa os dois países, comeu sushi de sushiman mexicano, tamales e enchiladas autênticas, descobriu a origem do nacho e, claro, fez política.

Sendo ele de Nova York, não poderia ser diferente. Disse que uma em cada 8 pessoas nos EUA era de origem estrangeira, destacou a importância dos hispânicos para a indústria gastronômica americana, fez pouco dos projetos de construção de um muro na fronteira.

O sushiman trabalhava num restaurante japonês no Texas e tentava regularizar sua situação no país. Obviamente não podia voltar para a terrinha e não via sua família há 3 anos, mas mandava dinheiro.

Daí o Tony foi visitar a família dele. E fez o comentário: “Alfredo trabalha num restaurante dos EUA e o que ele faz com o dinheiro? Paga as contas, paga os impostos, o aluguel. E manda uma parte para a família. Ele ajudou seus pais a mudar para uma cidade maior e a construir esse mercadinho. Alfredo, orgulhe-se, isso foi graças a você [mostra a vendinha dos pais do sushiman]”.

Foi ótimo. Adoro ele.

E isso me faz lembrar dos meus colegas de profissão nos restaurantes em que trabalhei. Geralmente a galera da cozinha era mexicana e adorava conversar comigo em espanhol. Enquanto a maioria dos garçons cultivava atritos com os cozinheiros, eu sempre me dava muito bem com eles. Claro que eles se divertiam às minhas custas. Mais riam do meu sotaque (e das minhas trapalhadas com as bandejas, confesso), que de outra coisa. Mas eu também me divertia.

 

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Fora de compasso

Thursday December 14, 2006

Acho que vou ficar jet-lagged para sempre. Talvez não por real necessidade, mas mais por birra imediatista. Ou, como dizem por aí, saudade. Saudades de tempos que não voltam. A gente vai fazer de tudo para repetir aqueles bons momentos, até mudar de hemisfério. Mas a verdade é que não volta mais.

Faz tempo que eu não escrevo textos sem pé nem cabeça, então vou escrever um agora, sobre meu tema preferido: turning point.

Sempre vejo o turning point chegando. Sempre. Geralmente o sinto vindo com vários meses de antecedência. Mas dessa vez não. Quando dei por mim, ele já tinha pegado tudo isso e jogado pela janela. Quando vi, a vida já era sobre outra coisa.

Não havia me preparado para passar 4 meses fora, simplesmente aconteceu. Entre o dia em que decidi que ia e o dia em que peguei o avião, passou-se pouco mais de um mês.

E daí veio toda essa seqüência inesperada de novidades e, claro, a sensação de que eu não era mais a mesma. Prioridades, anseios, parâmetros, gostos. Tudo mudou. Encarnei tanto a proposta de “morar” em Nova York que, uma hora, passei realmente a acreditar que aquela era a minha vida.

E agora percebo que o turning point já passou.

Incauta. De volta a 4 meses atrás. Agora, sobre outras estruturas, mas com a roupa velha – que fazer? O choque da mudança envidencia as imperfeições. Me resta engolir o choro, sacudir as lembranças, amassar a saudade no bolso. E suspirar, resoluta: há algo de muito errado.

 

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Afogatto russo

Wednesday December 13, 2006


Criação do Hortinha

 

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Almoço

Monday December 11, 2006

Hoje tive almoço camarada com a família no Almanara, um árabe ajeitado na praça da República (r. Basílio da Gama). R$ 35 por pessoa, no esquema rodízio (mas tem a la carte também).

Que delícia! Saladinha saborosa, esfiha com massa fininha, charuto de folha de uva macio, quibe cru com muita cebola e salsinha e, claro, muito pão sírio com coalhada seca, hommus e babaganuch. Tudo muito bom e farto. Os garçons e a hostess são uma simpatia. Recomendo.

 

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Rebound

Sunday December 10, 2006

Nada como um programinha culinário corujão. Ontem, à 1h da madrugada, depois da balada que miou antes mesmo de começar, passamos no supermercado e compramos os pertences para um ravioli com molho de gorgonzola e uma sobremesa de merengue e sorvete com calda de uva. Ô, coisa boa. Quase morri depois, claro (como sempre). Mas valeu a pena.

 

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