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E esta será...

Tuesday November 28, 2006

...a semana mais rápida da minha vida.

Hoje limpei minha mesa no escritório. Claro que ainda vou fazer uma geral mais a fundo na sexta-feira, mas hoje deu para jogar várias pilhas de papel fora (eu sou muito anti-ecológica). Já conversei com o chefe, que me deu três dias de folga na semana que vem, enquanto eu faço a “mudança” de volta ao Brasil.

Se me perguntassem do que vou sentir mais falta, diria que é das pessoas. Não pessoas específicas (que vão fazer uma falta enorme, sem dúvida), mas as pessoas em geral. Não sei se eu fui o ser mais sortudo do mundo, mas encontrei nesta cidade pessoas incríveis, que eu nunca vou esquecer. Tanta gente que é inevitável não pensar que é próprio do lugar.

Planos de goodbye, última margarita, última saída, último passeio, última balada. Pessoas que me dão presentes, cartões, abraços, mandam mensagem. Palavras de apoio, elogios, agradecimentos – quanto carinho vindo de gente que eu conheço há menos de 4 meses. (quando saí do Brasil, três amigos apareceram na minha festa de despedida – sim, eu guardo rancor).

Eu sei que ninguém mais aguenta ouvir minhas lamentações tendenciosas e melosas sobre Nova York. Mas é que a saudade já não cabe no meu peito, eu preciso escrever.

:’(

 

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Rápidas

Sunday November 26, 2006

1. Hoje fui na J&R, uma loja gigante de eletrônicos, na esperança de concluir a compra de encomendas para a parentada. Não consegui. A sexta-feira negra (“black Friday”), oficialmente o primeiro dia da temporada de compras para o Natal, fez um rapa nos estoques. Preciso voltar mais para frente. (e a gente reclama do caráter comercial do Natal no Brasil… aqui tem até data para começar a fazer compras – aliás, eu passo mal com o consumismo aqui, é demais para a minha cabeça).

2. Ontem fui no centro. Reflexos da sexta-feira ainda rodeavam a cidade. Era nível sábado na 25 de março, um inferno. Andei meio quarteirão e já sufocava. Era um desespero pra gastar que só vendo.

3. Aí, à noite, fui no Asylum, um bar sem personalidade na Bleecker Street que virou minha casa nos meus 4 meses de NY. Os seguranças, porteiros, bartenders, garçonetes, bus boys, o gerente, todo mundo me conhece e me dá free beers – o que talvez seja o único motivo de eu ainda voltar lá, hehe. No fim da noite, saí e fui comer frango empanado com molho barbecue no McDonald’s do Greenwich Village, aliás, um dos lugares mais pitorescos da região. É um point afro-gay do Village, eu sempre me divirto quando vou lá. Na volta pra casa, passei em frente de várias pizzarias e me lembrei das minhas primeiras semanas na cidade, quando a Mirian ainda estava aqui, e a gente ia barganhar pedaços de pizza grátis às 5 horas da manhã.

4. Hoje, depois das compras, meu estômago reclamava. Era por volta das 4 e eu não havia comido nada desde o frango empanado do Mc. Num dos meus arroubos gastronômicos usuais, cismei que tinha de comer italiano. Eu estava na região da Chinatown e achei que poderia andar e encontrar a Little Italy. Pfff, ingenuidade. Fui parar perto da minha casa (senso de direção zero). Enfim, quando me encontrei, vi que estava no East Village e fiquei contente, pois lá também tem vários italianos. Andei andei até que achei um restaurante bem apessoado, cujo nome eu não notei, mas que fica na esquina da 2a avenida com a 5a rua (é, grande coisa). Que ótima escolha! Sentei-me perto da janela a observar os transeuntes e me lembrei dos meus jantares solitários em Buenos Aires. Fazia tempo que eu não fazia isso e sentia saudades deveras, tenho de dizer. Assim que sentei, ouço a bossa nova em inglês que é a trilha sonora definitva dos restaurante novaiorquinos. Fiquei contente, mas até aí, tudo bem. Até que ouço: “eu prefiro seeeeer, essa metamorfose ambulante…”, do Raulzito (!). Aí já é demais, né. Conversei com um dos garçons e descobri que ele era uruguaio, mas que tinha morado em Floripa, por isso conhecia Raul e, depois vim a saber, Timbalada (!!). Aí conversei com outro garçom, que parecia ser o chefe deles, e descobri que ele era italiano. O outro garçom eu não sei de onde era, mas garanto que era algo como argentino. Outro, ainda, era colombiano. Todos no meu melhor estilo “arquétipo italiano de homem”. Pedi um nhoque tradicional e coca-cola. De sobremesa (eu SEMPRE como sobremesa quando janto sozinha), um afogatto de chocolate. Estava bem bom, mas nada sofisticado ou de destaque – isso na comida, porque o staff… ah, o staff! Vou sentir saudades dessa cidade…

5. Entre as compras e o agradável jantar, passeei involuntariamente pela Chinatown (eu estava perdida na verdade). Deus do céu, nunca vi tanto chinês em toda a minha vida. A coisa mais divertida de lá são as lojinhas de doces e conservinhas e os mercados de frutos do mar, com aquele cheiro insuportável de peixe e os caranguejos coloridos tentando sair do balde. Nossa! Fico animada só de pensar.

6. Estou prolixa hoje?

 

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E chega o verão a trotadas...

Sunday November 26, 2006

Uma semana. UMA SEMANA :(

NY, eu te amo.

 

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Rápidas

Tuesday November 21, 2006

1. Ontem almocei falafel. É o bambambam das comidas sujas aqui, tem em cada esquina. Estava muito bom. Vou voltar para São Paulo viciada em comida estrangeira – já ando sonhando com burritos, pad thais (thailandesa), gyros (grega)...

2. Quinta-feira vou poder dizer de boca cheia que fui para NY. Vou a uma peça da Broadway! Já fui no Central Park, visitei o Rockfeller Center, andei na bendita 5a avenida, vi o buraco onde tinha as torres gêmeas, peguei táxi amarelo e tomei café no copão com donuts. Depois dessa, só preciso subir a Estátua da Liberdade.

3. As perspectivas de ver a praia em breve me animam.

4. Cada vez mais determinada a ir morar em Portugal. Só o que ouço é toda sorte de desestímulo, todos do naipe “é um país feio, chato e bobo”. O que, obviamente, só aumenta a minha vontade de ir para lá. Só a comida acho que já vale a pena (ok, pensamento típico meu).

 

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70º andar

Saturday November 18, 2006

Vista a partir do Top of the Rock, um mirante no topo do Rockfeller Center

 

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À paulistana

Saturday November 18, 2006

Ontem fui jantar no Via Brasil, um restaurante na rua 46, também conhecida como Little Brazil. Aliás, não sei porque tem esse nome, porque só tem meia duzia de restaurantes brasileiros e só. Enfim.

Além do staff inteiro ser masculino e da terrinha, o ambiente, comida e serviço eram extretamente brasileiros. Me senti num dos restaurantes tradicionais do centro de São Paulo, tipo Moraes, Sujinho ou Gato que Ri. A decoração antiquada (retrato da Carmem Miranda na parede), garçons de roupa social, toalha de papel na mesa, pãozinho francês com manteiga de entrada, uma banda de homens bonachões e gordos tocando música alta.

Era São Paulo. Tudo bem que eu não precisava ter pagado 40 dólares para jantar num restaurante brasileiro (podia ter esperado chegar no Brasil). Mas valeu.

Já tinha comido em outros restaurantes chamados brasileiros por aqui, mas esse é de verdade. Nada para gringo ver. No cardápio, picadinho de carne, camarão paulista, feijoada, além de uma seleção especial de comida baiana. Arroz branco, feijão preto e Brahma para acompanhar.

 

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Urbanas

Friday November 17, 2006

Passagem de ônibus sobe para R$ 2,30 em São Paulo na próxima semana

Como pode um bilhete do transporte publico precisar custar R$ 2,67 para se alcancar o “equilibrio do sistema”? Como, como, como?

Nao estamos falando de um ultra moderno coletivo, bem cuidado e em constante melhora, mas de onibus comuns, lotados e, muitas vezes, mal cuidados.

Ha algo de muito errado com a adminitracao do transporte coletivo paulistano.

 

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Rápidas

Friday November 17, 2006

1. Chuva torrencial e calor! Minhas esperanças de ver neve estão se esvaindo.

2. E esta tem sido a semana mais longa desde que cheguei aqui. Uma das minhas colegas de trabalho foi para a Rússia e eu acumulei a função dela. Cristo! Cada dia tem sido uma coisa louca, trabalhando atordoadamente, jogando papéis para o alto, digitando de forma descontrolada, implorando por uma pausa e choramingando que o cliente é feio, chato e, ainda por cima, bobo. Mal acredito que amanhã é sexta-feira. Aleluia aleluia.

3. Semana que vem tem Dia de Ação de Graças. É uma data estranha, assim como o Halloween. O Thanksgiving (como eles chamam aqui) cai numa quinta-feira. Quarta é só festança nas ruas, quinta é comer até morrer e sexta é dia da maior gastança de dólar do mundo (mega promoções de “inauguração” da temporada de compras para o Natal – aquelas coisas que a gente vê na TV, de milhares de pessoas nas lojas se degladiando e correndo loucamente com caixas empilhadas nos braços). Não é a coisa mais bizarra?

4. Hoje comi cheesesteak, uma comida típica de Philadelphia. Como quase tudo aqui, a receita não é muito glamurosa. É basicamente um sanduba de carne fatiada ou moída com queijo. Pedi o meu com alface e tomate. Estava bem bom, mas quase morri depois de beber o 1 litro de gordura derretida que tinha naquilo.

5. E ontem comi no Chipotle, uma rede de fast food de comida mexicana (o que não siginifica que seja uma empresa mexicana – ouvi dizer que é do McDonald’s). Pedi um burrito (é basicamente um prato-feito embrulhado numa panqueca – ok, descrição um pouco simplista). Sem necessidade de dizer que eu me esbaldei.

 

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Reta final

Thursday November 16, 2006

Tenho so mais 20 dias em Nova York. Quanta saudade já. Todos os dias tanta gente esta se esforcando tanto para ser tao legal comigo. Nao sou do tipo que acredita na humanidade, e é por isso que valorizo tanto as pessoas que conheci aqui. Como poderia agradecer? Adoro a terrinha, mas conheci mais gente legal aqui em 4 meses do que em 23 anos em São Paulo.

(ok, comentário tendencioso e amargo, eu sei – mas é como eu me sinto agora)

Sem dúvida de que voltarei logo. Tenho um mundo inteiro me esperando antes disso, eu sei. Quanta coisa quero ver. Mas NY… ah, NY!

Quem sabe eu não volte aqui para estudar? Fazer um mestrado em jornalismo na Columbia University ? Tentar um estágio no New York Times?

Ou talve eu volte aqui simplesmente para lagartar na Union Square, jantar num japa sujo, almocar comida estrangeira no Harlem, me perder no Central Park, beber mil cervejas diferentes em mil bares diferentes numa mesma noite, beber meio litro de café num copo de papel todas as manhãs.

Aaahhh….................................. Dias que não voltam :(

 

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Still

Wednesday November 15, 2006

Novas fotos!

http://www.flickr.com/photos/ericawatanabe

 

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