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Consumidor otário

Friday March 31, 2006

Odeio descobrir que assino o plano consumidor otário de algum serviço (em especial de telecomunicações).

Até hoje, pagava R$ 63 de mensalidade no serviço de banda larga Ajato, para uma velocidade de 256 Kbps.

Hoje entro no site e vejo que o plano de 256 Kbps não existe mais. A velocidade mais próxima é a de 400 Kbps, a R$ 59.

Ou seja, eu estava pagando mais por quase a metade da velocidade. Liguei lá para providenciar o upgrade do plano consumidor otário para o de 400 Kbps e o atendente, frente ao meu questionamento irônico quanto à incoerência de preços, me justificou, treinado, que essas eram as condições de quando contratei o serviço.

Esse é o preço por ser consumidor antigo.

Clara má-fé da TVA. A filhadaputagem dessas empresas de telecomunicações me irrita.

 

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Perfil

Monday March 27, 2006

Nome

Érica Watanabe

Idade


22 anos

Onde moro


São Paulo, SP

Ocupação


Webdesigner freelancer e estudante de jornalismo nas horas vagas da Escola de Comunicações e Artes da USP

 

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Viver

Sunday March 26, 2006

Meu grande amigo Paulão discorreu sobre uma interessante visão a respeito da felicidade e da tristeza. Vale ler.

A felicidade e a tristeza do mundo são finitas (...)

 

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A vida simples

Sunday March 19, 2006

Ontem, o melhor programa familiar.

(essa é para meus amigos caipiras e saudosos que adoram criticar São Paulo)

Saímos de casa por volta das 21h, a pé, sob um céu limpo e estrelado. Eu, meus pais, minha irmã e meu cunhado, a comemorar o aniversário dela.

Caminhamos até a cantina La Toscanelli, na rua Euclides Pacheco, próxima ao cruzamento com a rua Tuiuti, no Tatuapé. Esqueçam tudo o que dizem sobre nossas atribuladas e corridas vidas urbanas. Foi ótimo.

Sentamos numa área reservada do restaurante e comemos deliciosas massas. Para mim, um espagueti ao sugo. Fantástico! Voltamos para casa e cantamos parabéns com uma torta holandesa no lugar do bolo.

Nada de carro, de lugares caros e chiques, de programas distantes, de “medo da violência”. É disso que eu gosto. Até eu falo mal de São Paulo, mas ela pode ser melhor do que dizem por aí.

 

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Toma lá dá cá

Thursday March 16, 2006

Só tenho duas coisas a dizer:

1) Tive meu pedido de matrícula numa disciplina de literatura (a do Borges) negado. Terei de postergar minha formatura em um semestre DE NOVO? Não quero mais brincar de faculdade, pára.

2) Hoje almocei no Itiriki, um self-service com comida oriental e vegetariana, na praça da Liberdade, bem em frente ao metrô. Os cogumelos são deliciosos. Ótimo!

 

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Rápidas

Thursday March 16, 2006

1. A melhor coisa é sair 17h30 de casa para uma aula às 19h30, cruzar a cidade num puta de um trânsito, gastar os tubos com gasolina, chegar cedo na sala, esperar até o horário e descobrir que a professora não veio. Daí, ainda, esperar meia hora na fila do xerox e descobrir que estava na fila errada, e passar mais meia hora na outra fila. E chegar em casa às 22h, sendo que eu poderia ter ficado em casa, trabalhando, dormindo, comendo, ou qualquer outra coisa mais legal do que tudo isso que eu contei.

2. Ok, momento garota-enxaqueca passou (no fundo no fundo, o maior prazer da minha vida é reclamar, eu sei).

3. Outro dia estava tentando fazer acupuntura em mim mesma. O problema é que eu não entendo lhufas de acupuntura. Espetei uma agulha no braço para tentar descobrir do que se tratava aquele ponto, mas o máximo que me aconteceu foi uma dor terrível no local furado. Auto-medicação não é legal. Pelo menos as agulhadas na testa aliviaram a dor de cabeça. Hoje vou furar as costas, vamos ver no que dá.

4. Isso me faz lembrar da vez em que resolvi furar minha orelha, para poder usar dois brincos, um do lado do outro. Tinha uns 13 anos. Nossa, as manchas do sangue que jorrou estão até hoje no carpete do meu quarto.

5. Estou precisando dar uma passadinha lá no Rio.

 

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As pilhas fracas do tempo

Monday March 13, 2006

Quando eu era criança, quando ainda era uma estudante do primário, a água não fervia antes de muito tempo brincando e várias olhadas ansiosas, aguardando as bolhinhas então se transformarem na violenta ebulição. Enchia a caneca de água, acendia o fogo e ia para o quintal. E a água nunca que fervia. Fazer café tinha extensão no tempo.

Hoje eu me surpreendo com a rapidez com que a água em vapor vence a pressão atmosférica. Encho a caneca de água, mal acendo o fogo e lá vai a água ferver.

É certo que eu não brinco mais. Agora eu lavo a louça ou resolvo pepinos no trabalho, enquanto espero para passar o café. Ou vou deitar cansaço no travesseiro, a lastimar vida.

Não dá nem tempo de me perder no foco à ação. A panela ainda ensebada, o trabalho que nunca acaba, o cansaço que persiste. A água já está borbulhando.

 

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Rápidas

Friday March 10, 2006

1. Animada com as minhas novas aulas no departamento de Letras. Neste semestre, aprenderei sobre Jorge Luis Borges e sobre literatura moçambicana. Tão mais legal que as matérias do jornalismo.

2. Aos poucos, estou superando minha fase Antony and the Johnsons/Lou Reed/Tim Maia. Agora quem manda é Billie Holiday, Nina Simone e Aretha Franklin.

3. Agora vejo. É preciso muita paixão para ser feliz. Estou realmente tentando realizar e abraçar novas paixões. Se viver é compulsório, vamos cuidar para que seja pelo menos agradável. Acho.

4. Tenho visto estrelas no céu. Achei engraçado, mas minha irmã disse que elas nunca saíram de lá. Jurava que elas haviam debandado de São Paulo.

5. A fatura do cartão de crédito e a conta do celular me pegaram de jeito. Nunca me imaginei na situação de endividada, mas creio que essa hora sempre venha.

 

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Rápidas

Tuesday March 7, 2006

1. Hoje, finalmente, começaram as aulas na USP. Fazia muito tempo que eu não tinha aula de manhã. Foi bastante penoso acordar às 5h45 da MADRUGADA e me molhar na praça da República com meu guarda-chuva novo furado, além de perder dois ônibus por estar em ponto errado e ficar por uma hora contorcida entre braços e mochilas alheias. Mas do que eu estou reclamando? A vida é tão bela. Ah, esqueci de mencionar, cheguei 20 minutos atrasada na aula.

2. Depois da aula, peguei um ônibus até Pinheiros e, de lá, outro até a Barra Funda, onde peguei um outro ainda até a Lapa, para ir à Polícia Federal. Muitos bolivianos contentes por lá, apesar da chuva. Na volta, outro ônibus. Fazia tempo que eu não falava isso, mas o bilhete único é sensacional.

3. O terminal da Barra Funda é comparável à Sé em termos de odor de urina. Mas que tanto mijam lá, meu deus?

4. Deve ser a terceira vez que falo sobre xixi nas duas últimas semanas, que coisa.

5. Ando com uma idéia fixa que, se escolhida, mudará minha vida em todos os aspectos e para sempre. Abrirei mão de tudo o que fiz até hoje em busca de uma certa realização que ainda não vislumbro hoje. Foi um lampejo apenas — mas muitos incêndios começam assim e, vocês sabem, nunca é tarde para começar. A vida é uma coisa louca mesmo. Deve ser aquele lance de impetuosidade de que eu tanto falava uns anos atrás.

6. Pessoas simpáticas fazem o meu dia. Gentileza deve ser a qualidade que eu mais admiro em uma pessoa, depois da franqueza.

7. Esse ano vai voar, eu sei. Ok, todos os anos voam, mas 2006 vai ser especialmente breve. Mal começou e já estou com aquela sensação de que vai acabar logo.

8. Sexta próxima tem Festeca, a tradicional baladinha da ECA (Escola de Comunicações e Artes da USP). Provavelmente a festa local mais animada de toda a universidade. Mais animada e mais miada ao mesmo tempo — essa dualidade das festas da ECA sempre me encantou. A diversidade da fauna ecana, aliás, é uma coisa impressionante. Sexta-feira, na prainha da ECA (em frente ao Centro Acadêmico, atrás do prédio principal), naquele horário de balada (lá pelas 23h). De grátis, como sempre.

 

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