Around

Archive

Rápidas

Thursday December 22, 2005

1. Correria básica de fim de ano. Aquela pressa para entregar serviços pendentes, comprar saia curta para pular as sete ondas, marcar as últimas cervejas do ano e, dessa vez, arrumar meu vestido chique para a formatura da minha irmã e meu cunhado — o mais novo casal diplomado da classe médica (parabéns, muié! Parabéns, Dani!).

2. Janeiro vem chegando e eu inevitavelmente me lembro da Júlia…

3. Ano que vem tem U2, Franz Ferdinand e Stones. Ouvi dizer que ia ter Bloc Party e Foo Fighters.

4. Hoje meu pai preparou uma maminha sangrando ao forno que estava uma perdição. Ai, meu colesterol!

5. Vontade de viajar para bem longe… e ficar dias e dias e dias se preocupando somente em não perder o café da manhã no albergue e o ônibus para a próxima cidade.

6. Que engraçado, 2005 voou. Lembro como se fosse ontem de conversas, atos, paixões e dores de dezembro de 2004 (é, eu sei, a gente fala isso todo ano).

 

comentar [1]

Só pode ser o Natal

Friday December 16, 2005

Como é bom chegar nessa inevitável época do ano sem querer repetir o meu velho bordão “fim de ano, fim de festa”.

Depois de muito tempo de um inferno astral persistente, me parece que chegou a hora de provar da massa do pão. Todos aqueles fatores aglutinados se esticaram ao longo do tempo, moldados pelas tristes circunstâncias. E agora chega a hora de juntar as pontas. O senhor da massa vai lá, puxa, dobra e desencanta a linearidade do tempo. Hora de conciliar.

Passou, penso. A socialização nunca foi o meu forte, mas agora me sinto quase toda livre para sorrir e fechar o semblante quando eu quero. Da vida há de se aprender alguma coisa.

E só pode só pode ser o Natal. Em anos me deprime, mas desta vez me presenteia contente com a simpatia das pessoas. Sem mais rispidez e com muito carinho nas palavras. Não há como não pensar em reconciliações.

Tenho sentido muita inveja de amigos e conhecidos, porque eles estão fazendo o que eu gostaria de fazer. Mas até ela me faz sorrir franco.

Quando o verão chegar, só poderei abrir a champanhe e brindar ao bom padeiro.

 

comentar [3]

Rápidas

Wednesday December 14, 2005

1. Domingo conheci um bar muito legal na Mooca, do lado da São Judas. O dono pagava cerveja para a gente e ainda bebia junto. Além das cinco saideras, ele também bancou uma porçãozinha de baconzitos e duas doses de batida de caju. Gente boa ele. E lá, dizem, ainda toca blues.

2. O que eu estava fazendo num bar da Mooca? Fui beber com amigos da Resistance, após a apresentação no Festival de Bandas da Mooca. Eles são a única banda nova que eu conheço que tem influência de Bloc Party.

3. Ah, panetones, panetones!

4. Hoje almocei no Subway da Augusta. O sanduíche de almôndegas é campeão. O cookie de chocolate que o Guss me pagou também.

5. ODEIO fazer compras. Preciso comprar umas roupas chiques para a formatura da minha irmã e me dá arrepios só de pensar em enfrentar tumultos, lojas lotadas, vendedores malas, pilhas de roupas, provadores com espelhos que aumentam as banhas e, principalmente, o cheque especial. Odeio essas coisas.

6. Estou me sentindo mais pop depois de hoje. Comprei um All Star. Infelizmente não achei mais os lindos tênis de futsal de que tanto gosto. Estava precisando de pares novos, pois destruí os meus na arena do Claro Q É Rock.

7. Rio, chega logo.

 

comentar [1]

Rápidas

Monday December 12, 2005

1. Ontem bateram no meu carro. É, eu sei, estava demorando. Algum braço amassou e ralou a porta traseira do meu celtinha, enquanto eu tomava umas cervejas despreocupadamente. Fiquei puta da vida. Uma boa alma anotou a placa do criminoso e afixou no meu pára-brisa. Mas não quero arranjar dor de cabeça. Beleza, acontece.

2. Fim de ano, hora de juntar as pontas. Querendo ou não, ando conciliando antigos afetos e desafetos. Que ótimo.

3. Nos últimos cinco dias, tive VÁRIAS referências a Botucatu. Será um sinal? Talvez precise inclui-la na minha lista de cidades.

4. O inverno já foi longe demais. Às portas do verão, e esse frio do caralho. O que acontece?

 

comentar [3]

É melhor acabar antes de ficar ruim

Friday December 9, 2005

Que ótimo terminar o ano no ápice do desenrolar. E agora sento na cadeirinha a contemplar o porvir, aquele que tanto esperei desde o ano passado.

E, apesar de relutar em resetar, desta vez sei que vai ser fácil. Porque boas lembranças não deixam ressentimentos. É quase natural que virem porta-retratos expostos.

 

comentar

Pearl Jam em SP

Saturday December 3, 2005

O que dizer do primeiro show do Pearl Jam em São Paulo, além de “perfeito”? Talvez “emocionante”, “intenso”, “redentor”. Talvez “tudo o que um fã poderia esperar”.

A empolgação estava impregnada no ar desde antes do show. Aguardando a banda subir ao palco, o povo da pista ia ao delírio com os olas da arquibancada e cadeiras. Foi bem divertido.

Sem dúvida, o público mais animado que eu já vi. Da minha cadeira coberta, via o estádio todo balançando. TODAS as pessoas do Pacaembu estava pulando e chacoalhando os braços loucamente. Era lindo de se ver. Eddie Vedder colocava a mão na horizontal sobre a testa, tentando alcançar a vista até a última fila daquele batalhão ensandecido.

Destaques da noite:

Better Man: Eddie começa a cantar, mas pára logo nas primeiras palavras ao ouvir a galera cantando junto. A primeira parte da música foi só o público e a guitarra. Coisa mais linda de se ouvir;

Homenagem aos Ramones: Eddie lembra de Johnny Ramone [1948-2004], diz que sente saudades (em português). Aí o povo todo começa a gritar e aplaudir muito alto e entoa o clássico bordão “hey ho let’s go!” e ele emenda, olhando para o céu: “você está ouvindo, Joey [1951-2001]? Você está ouvindo, Dee [1952-2002]?”. Lembrar Ramones é sempre meio triste, né? Confesso que meus olhos se encheram de lágrimas nessa hora;

Black: além da música, que é maravilhosa ao vivo, Eddie fez os agradecimentos nessa hora. Agradeceu muito e fez o maior elogio que o Pearl Jam poderia fazer a um público de show: “Aqui é melhor que Seattle”. E a galera surta total;

Jeremy: durante Black, Jeremy e Yellow Ledbetter — o trio matador que fechou o set, as luzes do estádio estavam todas acesas. No final de Jeremy, Eddie desce ao chão e entra num corredor que dividia a pista. Tudo iluminado, o povo todo aclamando emocionado e Eddie correndo no meio do público. De emocionar qualquer um.

Não passo nem perto de ser fã da banda. Mas, olha… esse foi um dos melhores shows que eu já vi. Juntou um vocalista carismático até a morte, uma banda muito boa, hinos de uma geração, uma galera bem humorada e ávida por um show e todas as gentilezas entre público e banda que fazem da apresentação um evento único. Simplesmente perfeito. Fechou com chave de ouro meu feliz 2005.

Ouça
O áudio do show está na íntegra em http://bootlegs.pearljam.com. Custa cerca de US$ 10 para baixar as músicas em mp3. Vem até a capa para imprimir. Vale só por Given to fly. Que música incrível.

 

comentar

Rápidas

Friday December 2, 2005

1. Toda a imprensa, avaliando a infra-estrutura do festival Claro Que É Rock, reclamou das mesmas coisas: filas para o banheiro, lamaçal no estacionamento, comida e bebida cara. Mas… 25 mil pessoas num mesmo lugar, queriam banheiro sem fila? 25 mil pessoas num mesmo lugar, no fim do mundo, queriam estacionamento de shopping (é CLARO que o estacionamento vai ser um terrenão baldio, sem chão de mármore)? 25 mil pessoas num mesmo lugar, sem poder sair e voltar, queriam comida e bebida em conta? (ainda vi gente nos fóruns da vida reclamando da lama no local do show; santo deus). A juventude roqueira da minha geração (e da geração seguinte) é uma tristeza. Morram, filhinhos de papai.

2. Aliás, a imprensa é lastimável. Quantas incorreções e jargões nas matérias! Nome de música errado, narração de coisas que não aconteceram, traduções equivocadas. Jornalista é uma merda. Vai escrever sobre o que não entende e só sai cópia de release. Matéria sobre Iggy Pop é assim: o pai do punk, de 58 anos, vem ao Brasil mostrar suas canções de três acordes. Sua performance de palco é incendiária. Ele simula sexo sobre os amplificadores. Sonic Youth: os pais do rock alternativo vem ao Brasil mostrar sua música de microfonia e acordes dissonantes. Kurt Cobain era fã deles. NIN: o pai do rock industrial vem ao Brasil mostrar mistura de rock pesado com música eletrônica. A banda traz sua parafernália de iluminação de 500 mil toneladas. Flaming Lips: Wayne Coyne e sua banda vem ao Brasil caminhar sobre o público em uma bolha inflável gigante. Afe.

3. Hoje tem Pearl Jam! O último show de um ano bem feliz.

4. Farei aulas de muay thai, um tipo de boxe tailandês.

 

comentar [1]